Como fazer a comunicação de falecimento?

Seu Antônio

Seu Antônio recebeu a notícia que a prima dele, que morava em outra cidade, tinha falecido. A família pediu que ele avisasse os parentes mais distantes. Ele não sabia direito como fazer.

Pegou o caderno de telefones antigo. Começou a ligar um por um. Cada ligação era difícil. Ele ouvia o choque do outro lado, o choro, as perguntas. Repetia a mesma informação várias vezes: quando tinha sido, onde era o velório, o que a família precisava.

— É muito doloroso repetir a notícia — ele desabafou com a vizinha.

Ela sugeriu criar um grupo no WhatsApp com os parentes. Seu Antônio nunca tinha feito isso, mas pediu ajuda para a neta. Ela montou o grupo, escreveu uma mensagem clara com os dados do velório e do enterro.

Seu Antônio passou a informação uma vez no grupo e depois usou as ligações só para os parentes mais velhos, que não usavam WhatsApp. Isso economizou energia emocional. Ele também pediu que as pessoas não ligassem para a viúva, que estava exausta.

No dia do velório, quase todos os parentes apareceram. A viúva agradeceu Seu Antônio pelo trabalho. Ele respirou aliviado. A comunicação tinha sido feita com respeito e eficiência.