Como obter a certidão de óbito e para que ela serve?

Carlos

Quando o pai de Carlos faleceu, ele descobriu que a certidão de óbito era o documento mais importante do processo. Sem ela, nada andava. O inventário, o plano de saúde, a previdência, o banco — tudo exigia a certidão.

Carlos foi ao cartório onde o pai tinha sido registrado. Levou o atestado de óbito fornecido pelo hospital, o RG e o CPF do pai, os dados dos pais do pai e a testemunha. A atendente explicou que a certidão era emitida após o registro, e que precisava de pelo menos três vias.

— Três vias? Por quê?

— Uma para o inventário, outra para o banco e outra para a previdência. Melhor já tirar umas cinco.

Carlos pagou as taxas. Cada via custou em média quarenta reais. Saiu do cartório com cinco vias da certidão. Ainda assim, quando foi ao INSS dar baixa na aposentadoria do pai, pediram uma cópia autenticada.

Ele aprendeu na prática: tire no mínimo seis vias da certidão de óbito. Cada órgão pedia uma original. E guarde tudo numa pasta organizada, porque ao longo dos meses iam surgindo mais pendências — IPTU, contas de luz, seguros, plano funerário.

Carlos passou um mês resolvendo burocracias. Descobriu que o luto burocrático era quase tão pesado quanto o luto emocional. Mas cada documento resolvido era um passo que ele dava, mesmo sem vontade.