Quais são as regras de etiqueta em um velório?

Beto

Beto foi ao velório do pai de um colega de trabalho. Era o segundo velório da vida dele, e ainda se sentia inseguro sobre as regras não escritas. Observou os outros para aprender.

Viu que as pessoas chegavam em silêncio, cumprimentavam a família com um aperto de mão ou abraço, e falavam baixo. Ninguém usava cores vibrantes. Ninguém entrava comendo ou bebendo. Os celulares estavam no silêncio.

Beto reparou num senhor que estava de terno escuro e cumprimentou a viúva com delicadeza. Ficou uns quinze minutos, conversou com outros presentes e foi embora sem alarde. Outro rapaz, mais novo, ficou no celular na sala de velório. As pessoas cochichavam.

Ele também notou o que não fazer. Não se deve falar de assuntos alegres ou fazer piadas. Não se deve perguntar detalhes da morte. Não se deve ficar horas se não houver intimidade. Não se deve fotografar. E nunca, nunca se deve dizer "como ele está bonito" como se fosse elogio.

Beto ficou meia hora, tempo adequado para um colega de trabalho. Antes de ir embora, cumprimentou novamente a família. Deu um abraço no colega e disse: "Conte comigo para o que precisar."

Na saída, respirou fundo. Agora sabia as regras. Não estavam escritas em lugar nenhum, mas todo mundo esperava que fossem seguidas. Respeito era a palavra-chave.