Como lidar com os preparativos do funeral na funerária?

Seu Antônio

Quando a prima de Seu Antônio morreu, a família pediu que ele cuidasse dos trâmites na funerária. Ele nunca tinha feito isso. Chegou na sala da funerária e o atendente já foi falando de pacotes e opções, como se estivesse vendendo um plano de celular.

— Qual o pacote mais básico? — Seu Antônio perguntou.

O atendente mostrou o pacote simples: caixão de madeira, velório de quatro horas, translado e registro de óbito. Mas insistiu nas "melhorias": caixão mais caro, coroa de flores, velório noturno com taxa extra.

Seu Antônio pediu para ver a tabela de preços por escrito. Leu cada item com calma. Viu que a coroa de flores custava o dobro do mercado. O caixão mais caro era a mesma madeira, só com acabamento diferente. O translado tinha taxa de urgência que nem era urgente.

Ele ligou para a prima, que estava em choque, e confirmou as escolhas. Depois negociou com o atendente. — Quero só o pacote básico, sem a coroa e sem a taxa de urgência.

O atendente relutou, mas aceitou. Seu Antônio pagou o boleto e guardou o recibo. A prima depois agradeceu: "Você evitou que eu gastasse o que não tinha."

Ele entendeu que a funerária se aproveitava da vulnerabilidade emocional. A lição que aprendeu: levar um familiar ou amigo que não estivesse profundamente abalado para cuidar das negociações.