Ela entendeu que o sigilo existia, mas queria saber onde terminava. Na sessão, perguntou: "Em que situações a senhora precisaria quebrar o sigilo?" A psicóloga respondeu com clareza: "Se você revelar intenção de se matar com plano e meios, se revelar abuso contra menor, ou se for intimada por juiz." Ela explicou que a quebra não é traição — é proteção. Que o código de ética determina esses limites. Ela perguntou: "E se eu contar algo que aconteceu no passado, mas que não tem risco atual?" A psicóloga disse que isso fica protegido pelo sigilo. O que importa é o risco iminente. Ela se sentiu mais segura sabendo dos limites, não menos. Passou a confiar mais porque sabia exatamente onde estava o perímetro de segurança. Aprendeu que perguntar sobre os limites do sigilo não é desconfiar do profissional — é entender as regras do jogo. Saber que há exceções fez ela confiar mais, não menos. O problema não é ter limites, é não saber onde eles estão.