Como falar com o psicologo sobre o sigilo na terapia?

Carlos

Ele tinha medo de que a psicóloga contasse seus segredos pra sua esposa, pro seu chefe, pra alguém. Isso o impedia de ser honesto. Até que um dia ele falou: "Preciso entender melhor essa história de sigilo. O que a senhora pode ou não contar?" Ela explicou detalhadamente: o sigilo profissional é absoluto, exceto em três situações — risco de morte (iminente), abuso de criança ou adolescente, e determinação judicial. Que ela não conta nada pra ninguém sem autorização por escrito. Que nem a existência da terapia ela confirma. Ele ficou aliviado. Perguntou: "E se a Luísa ligar perguntando?" Ela respondeu: "Não confirmo nem nego que você é paciente. O sigilo começa aí." Depois disso, ele se abriu muito mais. Ele aprendeu que o sigilo não é detalhe técnico — é a base da confiança na terapia. Perguntar sobre ele não é ofensa, é direito. E a resposta do profissional diz muito sobre a ética dele. Se hesita ou relativiza, acenda um alerta.