Ele conheceu um casal de refugiados sírios na cidade dele. Eles estavam passando por muito sofrimento — trauma de guerra, perda de familiares, dificuldade de adaptação. Um assistente social sugeriu terapia. Mas eles não sabiam como encontrar um profissional preparado. Ele ajudou a pesquisar. Descobriram que refugiados precisam de psicólogos com formação em trauma e que entendam de questões interculturais. Encontraram uma profissional que atendia com tradutor. Na primeira sessão, o tradutor ajudou, mas o mais importante foi a postura dela: não perguntou "o que aconteceu com você?" de forma invasiva. Criou segurança primeiro. Explicou que trabalhava com abordagem centrada no trauma, em ritmo lento, respeitando os limites de cada um. O casal começou o tratamento. Ele aprendeu que refugiados vivem camadas de sofrimento que um psicólogo comum pode não saber manejar. É preciso sensibilidade cultural, conhecimento de trauma complexo e paciência. Perguntar sobre essa preparação antes de encaminhar alguém é responsabilidade. Nem todo profissional está pronto pra esse acolhimento.