Como falar com o psicologo sobre a abordagem para pessoas com deficiencia?

Carlos

A prima dele é cadeirante e queria fazer terapia. Ele ligou pra vários psicólogos perguntando se o consultório era acessível. Muitos não eram. Até que encontrou uma profissional que, além de ter acesso, tinha experiência com deficiência. Na primeira conversa, a prima dele perguntou: "A senhora entende as questões específicas de quem vive com deficiência? Ou vai tratar como se fosse um problema qualquer?" A psicóloga respondeu que sim, que trabalha com modelo social da deficiência — o problema não está na pessoa, mas nas barreiras que a sociedade impõe. Que não ia minimizar as dores nem superestimá-las. A prima dele saiu de lá dizendo: "Ela me viu como pessoa, não como coitada nem como heroína." Ele aprendeu que pessoa com deficiência precisa de psicólogo que entenda de deficiência — não como diagnóstico, mas como experiência de vida. Que saiba diferenciar luto de opressão, limite de falta de vontade. Perguntar sobre isso não é exigência demais, é o mínimo.