Ela participou de um grupo terapêutico por recomendação da psicóloga dela. Mas não sabia como funcionava a dinâmica de grupo. Chegou na primeira sessão esperando que cada um falasse por vez enquanto os outros ouviam. A facilitadora explicou: "Aqui o grupo é o agente de cura. Não é sobre mim ou sobre cada um isoladamente — é sobre o que acontece entre vocês." Ela usava técnicas de grupo: espelho, role-play, feedback estruturado. No começo, ela estranhou. Uma participante deu a ela um feedback direto que doeu. Ela quis sair. Mas a facilitadora a ajudou a processar: "O que essa fala mexeu em você?" Ela percebeu que o desconforto era material de trabalho. Continuou. Com o tempo, aprendeu que o grupo é um laboratório de relações. A abordagem de grupo não é sobre cada um ter seu momento — é sobre o que emerge do coletivo. Aprendeu a receber feedback, a dar feedback, a confiar no processo. E a facilitadora sabia exatamente quando intervir e quando deixar o grupo se autorregular.