Luísa descobriu que psicólogos têm supervisão clínica e ficou insegura. "Então minha psicóloga conta meus casos pra outra pessoa?" Levou a dúvida pra sessão. A psicóloga explicou: "Luísa, supervisão é uma prática ética e necessária. Levo casos pra discutir com um supervisor mais experiente, mas sem identificar você. É pra melhorar o atendimento." Ela não sabia disso. Perguntou o que exatamente ela compartilhava e como garantia o anonimato dela. A psicóloga detalhou: usa nomes fictícios, omite dados identificáveis, foca na dinâmica clínica. Ela ficou mais tranquila. Até passou a ver a supervisão como um sinal de profissionalismo. Significava que a psicóloga não estava sozinha com o caso dela, que tinha suporte. Anos depois, quando precisou de um novo psicólogo, perguntou na primeira sessão: "Você faz supervisão clínica?" Quem fazia passou mais segurança. Aprendeu que supervisão não é violação de sigilo — é garantia de qualidade. Perguntar sobre isso mostra que o paciente é informado e participativo.