Um colega de trabalho de Luísa começou a fazer terapia com a mesma psicóloga que ela. Ela ficou incomodada, mas não sabia se podia falar sobre isso. Até que numa sessão, perguntou: "É ético a senhora atender duas pessoas que se conhecem?" A psicóloga explicou que sim, desde que não houvesse conflito de interesses e que o sigilo de cada um fosse mantido. Mas também disse: "Você tem todo o direito de se sentir desconfortável. Se preferir, posso encaminhá-la a outra profissional." Luísa pesquisou o código de ética do psicólogo depois da sessão. Descobriu que existem regras claras sobre atendimento simultâneo, relacionamento duplo, e conduta profissional. Voltou na sessão seguinte com perguntas mais específicas. Se sentiu fortalecida. Ela aprendeu que ética não é só responsabilidade do terapeuta — ela também pode e deve entender os próprios direitos. Perguntar sobre ética não é desconfiança, é cuidado com o próprio tratamento. E um bom psicólogo responde com transparência.