Ele sentia que a psicóloga não estava realmente empatizando com ele. Ela usava frases prontas: "Entendo", "Deve ser difícil". Parecia automático. Um dia, ele falou: "Sinto que a senhora não está sentindo o que eu sinto." Ela parou, respirou e disse: "Você tem razão em apontar isso. Pode me dar um exemplo pra eu entender melhor?" Ele deu. Ela ouviu e disse: "Você precisa que eu valide mais sua dor antes de tentar resolver?" Sim. Exatamente. A partir dali, ela mudou: passou a sentar com ele na dor antes de oferecer saídas. Validava mais, resolvia menos. O vínculo melhorou. Ele aprendeu que empatia não é responsabilidade só do terapeuta — a gente também ensina como quer ser acolhido. Se o psicólogo parece frio, pode ser o estilo dele ou pode ser que a pessoa não esteja comunicando o que precisa. Falar sobre isso abre caminho pra um acolhimento que realmente aquece.