Carlos não sabia que existiam diferentes abordagens na psicologia. Achava que todo psicólogo fazia a mesma coisa. Um amigo falou em TCC, outro em psicanálise, e ele ficou confuso. Na sessão, perguntou meio sem jeito: "Qual é a sua abordagem? E o que isso significa na prática?" A psicóloga explicou com calma: trabalho com terapia cognitivo-comportamental. Focamos em pensamentos e comportamentos. Ela descreveu como funcionava, o que esperar, qual o papel dela e qual o dele. Perguntou se aquela abordagem era a mais indicada pra ansiedade. Ela disse que sim, mas que se ele quisesse explorar outras, podiam conversar. Pesquisou, tirou dúvidas na sessão seguinte. Decidiu continuar com a TCC porque fazia sentido pra ele. Anos depois, quando precisou de um novo psicólogo, já sabia perguntar na primeira sessão: "Qual sua abordagem? Como você trabalha?" Aprendeu que abordagem não é detalhe técnico — é o molde do tratamento. Conversar sobre isso é direito dele e dever do profissional.