|A psicóloga usava uma abordagem que Luísa não entendia. Ela falava pouco, devolvia perguntas, e Luísa saía frustrada. Um dia ela explodiu: "Não estou gostando desse método. Não sinto que estou progredindo." A psicóloga não se ofendeu. Pelo contrário, agradeceu: "Luísa, é muito importante você falar quando a abordagem não está fazendo sentido. Podemos conversar sobre isso." Perguntou o que exatamente a incomodava: o silêncio, a falta de direcionamento, as perguntas abertas. Luísa explicou que precisava de mais estrutura, de tarefas, de algo concreto entre as sessões. A psicóloga apresentou outras possibilidades dentro da mesma linha: exercícios escritos, registro de pensamentos, metas semanais. Adaptaram o método. Luísa continuou com a mesma profissional, mas com uma abordagem mais ajustada a ela. Aprendeu que método de terapia não é roupa de corpo único. Se não serve, você pode pedir ajustes. O psicólogo quer saber se a terapia está funcionando pra você. Mas se você não fala, ele não adivinha.