|Carlos ia toda semana porque achava que era obrigatório. Mas estava pesado no bolso e na agenda. Chegou num dia e falou: "Não sei se consigo continuar vindo toda semana." A psicóloga perguntou: "Carlos, com que frequência você acha que seria ideal?" Ele nunca tinha parado pra pensar. Disse: "Quinzenal?" Ela explicou que a frequência depende do estágio do tratamento, dos recursos e dos objetivos. Que não era uma decisão unilateral. Combinaram de experimentar: duas sessões quinzenais e depois reavaliar. Nas primeiras semanas, Carlos sentiu falta — o intervalo era grande e ele esquecia o que tinha trabalhado. Voltou e falou: "Quinzenal não tá dando certo." Ela sugeriu alternarem: uma presencial semanal, uma online quinzenal. Ajustaram até achar o ritmo certo. Carlos aprendeu que frequência de sessões não é regra fixa — é um acordo que se constrói com honestidade. O psicólogo não vai te forçar a vir mais do que você precisa ou pode. Mas também não vai adivinhar seu limite.