Como conversar com o psicologo sobre terapia em grupo?

Carlos

A psicóloga de Carlos sugeriu terapia em grupo e ele recusou na hora. "Não vou ficar expondo meus problemas pra estranhos." Ela não forçou. Mas depois de meses estagnado, perguntou: "O que a senhora acha que eu ganharia no grupo?" Ela explicou: "Carlos, no grupo você descobre que não é o único. Que seus problemas são compartilhados. E que ouvir o outro também cura." Ele marcou uma sessão experimental. Chegou no grupo calado, com os braços cruzados. Uma mulher começou a falar sobre ansiedade social e descreveu exatamente o que ele sentia. Nunca tinha ouvido alguém colocar em palavras. Naquela noite, dormiu melhor. Continuou indo. Com o tempo, passou a falar também. Percebeu que no grupo não era julgado — era acolhido. Falou com a psicóloga sobre como estava sendo a experiência, os desconfortos, os ganhos. Ela o ajudou a integrar o que aprendia no grupo com a terapia individual. Ele aprendeu que terapia em grupo não substitui a individual — complementa. E que o medo de se expor é menor que o alívio de se sentir pertencente.