Como conversar com o psicologo sobre suspensao de medicacao?

Luísa

Luísa decidiu que estava curada e parou o remédio de uma vez. Não contou pra ninguém — nem pro psiquiatra, nem pra psicóloga. Na primeira semana, se sentiu ótima. Na segunda, a ansiedade voltou com força. Na terceira, teve uma crise de pânico. Chegou na terapia destruída. A psicóloga perguntou o que tinha mudado e ela confessou: "Parei o remédio sozinha." Ela não gritou, mas foi séria: "Luísa, suspensão de medicação não é decisão individual. O rebote pode ser pior que o sintoma original. Você arriscou seu tratamento." Marcou uma sessão extra. Explicou os riscos da suspensão abrupta e a ajudou a preparar uma conversa com o psiquiatra. Foram juntos — ela e psicóloga — alinhados. O psiquiatra receitou um desmame gradual. Dessa vez, a suspensão foi planejada, monitorada, sem sofrimento. Aprendeu que suspender medicação é um processo, não um ato de vontade. E que o psicólogo precisa estar nesse processo desde o primeiro dia.