Como conversar com o psiquiatra sobre ajuste de dose?

Luísa

Luísa achava que ajuste de dose era o psiquiatra quem decidia sozinho. Chegava na consulta, ele perguntava "como tá?", ela respondia "bem" e ele mantinha tudo igual. Mas não estava bem. A dose não segurava mais a ansiedade dela, mas ela não pedia aumento porque tinha medo de parecer dependente. Um dia, a psicóloga falou: "Luísa, você pode pedir revisão de dose. Não é errado." Na consulta seguinte, chegou preparada: "Dr., quero falar sobre a dose. Nos últimos dois meses, notei que a ansiedade voltou no final da tarde. Tenho sentido taquicardia e insônia três vezes por semana. Gostaria de revisar se a dose atual ainda é adequada." Ele ouviu, elogiou a clareza e ajustou a dose. Dividiu em dois horários. Funcionou. Aprendeu que ajuste de dose não é humilhação — é cuidado. O psiquiatra não está no corpo dela. Só ela sente os sintomas. Falar com clareza é responsabilidade dela.