Como conversar com o psiquiatra sobre medicacao?

Luísa

Ela chegava na consulta e dizia: "O remédio tá bem, tudo ótimo." Mentira. Tava com enjoo, tontura, e sem libido. Mas tinha medo de reclamar e ele achar que ela era paciente difícil. Um dia, a psicóloga dela perguntou como ela estava com a medicação e ela desabou. A psicóloga disse: "Luísa, isso é informação vital pro psiquiatra. Se você não conta, ele não ajusta." Na consulta seguinte, ela chegou com uma lista: data, dose, horário, efeitos colaterais e intensidade de 0 a 10. Mostrou pro psiquiatra e disse: "Preciso falar sobre os efeitos. Não quero mudar o remédio sem orientação, mas também não quero continuar assim." Ele agradeceu pela honestidade, ajustou a dose e prescreveu algo pra aliviar os náuseas. Ela saiu aliviada. Aprendeu que o psiquiatra não adivinha — ele depende do que ela conta. Ser honesta sobre os efeitos é o mínimo que ela pode fazer pelo tratamento.