Carlos tomou antidepressivo escondido por um ano. Achava que falar sobre remédio na terapia era inadequado, que psicólogo ia achar que ele estava se tratando por conta própria. Mas a verdade é que ele estava — começou com uma receita antiga, ajustava a dose sozinho, e nunca contou pra psicóloga. Até que numa crise, desabafou: "Acho que meu remédio não tá fazendo efeito." Ela perguntou, calma: "Qual remédio, Carlos? Qual dose? Quem receitou?" Carlos teve que confessar tudo. Ela não o julgou, mas foi direta: "Você e eu somos um time. Remédio é assunto de psiquiatra, mas eu preciso saber pra entender seu quadro. Sem essa informação, meu trabalho fica incompleto." Combinaram que ele marcaria com um psiquiatra e traria o relatório pra ela. Fizeram uma ponte. Carlos passou a contar tudo sobre a medicação nas sessões — efeitos, horários, dúvidas. Aprendeu que esconder medicação do psicólogo é quebrar a confiança do tratamento.