Ela malhava por obrigação, odiava cada minuto, e nunca mencionava isso na terapia. Achava que atividade física não tinha relação com saúde mental. Mas ela vivia irritada, com insônia, e o psicólogo perguntou: "Luísa, você tem feito alguma atividade física?" Respondeu que sim, três vezes por semana, orgulhosa. Só que quando ele pediu pra ela descrever como se sentia durante e depois, percebeu que odiava tudo. Ele disse: "Exercício não é castigo. Se você detesta, seu corpo produz cortisol em vez de endorfina." Nunca tinha pensado nisso. Na sessão seguinte, levou uma lista de atividades que gostava quando criança — natação, dança, andar de bicicleta. Ele incentivou ela a testar uma delas. Trocou a academia por aula de dança. Dormiu melhor na primeira semana. Aprendeu que falar de exercício na terapia não é sobre performance — é sobre encontrar movimento que faça bem pra cabeça também.