Clarinha saía da terapia com uma lista de exercícios toda semana. No início, achava que era perda de tempo. Mas a psicóloga explicou que a mudança real acontecia nos intervalos entre as sessões.
— A terapia é o treino. A vida é o jogo.
A primeira ferramenta foi o diário emocional. Toda noite, Clarinha escrevia: o que sentiu, o que pensou, como reagiu. Com o tempo, percebia padrões — a ansiedade vinha sempre antes de reuniões, a tristeza em dias chuvosos.
— O que você não nomeia, você não transforma.
A segunda ferramenta foi a meditação guiada. A psicóloga recomendou um aplicativo com meditações de dez minutos. Clarinha começou com três minutos, achando que não conseguiria ficar parada. Com o tempo, os dez minutos se tornaram um refúgio.
— Meditação não é esvaziar a mente. É treinar a atenção para voltar ao presente.
A terceira ferramenta foi a técnica de parada de pensamento. Quando um pensamento negativo se repetia, Clarinha visualizava uma placa de "PARE" e substituía por um pensamento mais realista.
— Não é pensar positivo forçado. É interromper o ciclo de pensamentos que te fazem mal.
Com a caixa de ferramentas cheia, Clarinha se sentia preparada para enfrentar os dias difíceis. Cada técnica era um instrumento diferente para uma situação diferente. A terapia não resolvia os problemas, mas dava a ela o que precisava para resolvê-los sozinha.