Como a terapia trata o burnout?

Luísa

Luísa chegava em casa e não conseguia levantar do sofá. O trabalho, que antes a motivava, agora era uma tortura. Acordar de manhã exigia uma força sobre-humana. Tudo parecia sem sentido.

— Você não está preguiçosa. Está em burnout — disse a psicóloga.

Burnout, explicou, é um estado de exaustão física, emocional e mental causado por estresse crônico no trabalho. Não é simples cansaço. É um colapso.

— Sinto que não dou mais conta. Que tudo que faço é errado.

— Isso é redução da eficácia profissional. Outro sintoma clássico.

Luísa preencheu um questionário e marcou alto em todos os critérios. A psicóloga recomendou três coisas: afastamento temporário, se possível; terapia intensiva; e mudanças na rotina.

— O burnout diz que você não pode continuar como está. Algo precisa mudar.

Luísa conversou com o RH e conseguiu uma licença médica de quinze dias. Longe do trabalho, começou a sentir o corpo e a mente se recuperarem. A terapia focou em estabelecer limites: não responder mensagens fora do horário, não aceitar tarefas além da capacidade, não sacrificar o almoço.

— Você precisa se tratar como trata uma máquina. Máquina não funciona vinte e quatro horas.

Aos poucos, Luísa reconstruiu a relação com o trabalho. Pediu transferência de setor, passou a fazer pausas durante o dia, retomou hobbies que tinha abandonado. O burnout foi um sinal de alerta que ela ouviu a tempo. A terapia ajudou a transformar o alerta em mudança real.