Carlos estava com o celular na mão há quinze minutos, rolando uma lista de psicólogos no site do convênio. Eram dezenas de nomes, fotos e especialidades, e ele não fazia ideia por onde começar. Sentou na mesa da cozinha com um café e começou a anotar.
— Está procurando algo? — perguntou Clarinha, entrando na cozinha.
— Um terapeuta. Mas não sei escolher. Tem terapias cognitiva, comportamental, psicanálise... é outro mundo.
Clarinha sentou ao lado dele. Lembrou que a prima Luísa tinha feito terapia por anos e indicou um site com avaliações de pacientes. Também sugeriu perguntar ao médico do trabalho, que costumava ter uma rede de contatos.
Carlos passou a tarde pesquisando. Leu os perfis, as abordagens, os valores. Alguns atendiam online, outros só presencial. Ele preferia online, para encaixar na rotina. Escolheu três nomes e mandou mensagem.
— Vou marcar uma sessão com cada um — disse a Clarinha. — Ver com qual me identifico mais.
— Boa ideia. Terapeuta é como médico: tem que confiar na pessoa.
Na semana seguinte, Carlos fez as entrevistas. Na terceira, uma psicóloga que trabalhava com terapia cognitivo-comportamental, ele sentiu que podia falar sem medo. Saiu do consultório com a sensação de que, finalmente, tinha encontrado o profissional certo para começar.