Como pedir ferramentas para lidar com rejeição na terapia?

Luísa

Rejeição pra ela era o fim do mundo. Um não afetivo, uma recusa profissional, um convite que não veio — ela internalizava como prova de que não era boa o suficiente. Ficava dias remoendo, se perguntando o que tinha feito de errado, criando cenários na cabeça. Na terapia, ela chorava por situações que tinham acontecido meses antes.

O Carlos perguntou: "O que a rejeição significa pra você?" Ela respondeu: "Que eu não fui escolhida." Ele disse: "Rejeição não é sobre você não ser boa o suficiente. É sobre não ser a pessoa certa pra aquela situação." Ele ensinou a técnica de reenquadramento: em vez de "fulano me rejeitou", pensar "fulano optou por algo diferente".

Levou tempo pra incorporar. Mas começou a usar um diário de rejeições: anotava cada uma, o que sentia, e o que podia aprender. Com o tempo, a rejeição perdeu o poder de a definir. Não doía menos, mas durava menos.