Como pedir ferramentas para produtividade na terapia?

Luísa

Ela vivia no modo "preciso produzir mais". Trabalhava horas extras, levava serviço pra casa, dormia pensando no que não tinha feito. E mesmo assim sentia que não era suficiente. Levou isso pro Carlos envergonhada: "Sei que terapia não é coaching, mas… você pode me ajudar com produtividade?"

Ele sorriu. "Produtividade não é só sobre técnica. É sobre ansiedade de desempenho, sobre auto-cobrança, sobre medo de não ser suficiente. É sim assunto de terapia." Eles trabalharam a diferença entre ser produtiva e ser escrava da própria produtividade. Ele ajudou ela a identificar os momentos do dia em que rendia mais, e a parar de se forçar a produzir quando o corpo pedia descanso.

A principal ferramenta foi o "planejamento compassivo": listar três prioridades reais por dia, não vinte. E celebrar o que foi feito, em vez de se punir pelo que não foi. Produtividade deixou de ser um inimigo e virou uma aliada quando ela parou de usá-la como medida do seu valor.