A vida de Luísa era uma bagunça. O quarto, a mesa do trabalho, a agenda, os prazos. Tudo atrasado, tudo espalhado, tudo gritando. Ela achava que era preguiça, que era falta de vergonha na cara. Se culpava todos os dias, mas nunca levava o assunto pra terapia — porque organização parecia um tema besta, coisa de coach, não de psicólogo.
Um dia, no meio de um desabafo sobre como ela se sentia sobrecarregada, o Carlos perguntou: "Como está sua organização?" Ela riu sem graça: "Uma zona." Ele disse: "A desorganização externa muitas vezes reflete a interna. Quer ferramentas pra lidar com isso?" Ela aceitou na hora.
Ele ensinou o método de pequenas vitórias: escolher uma área para organizar por vez, sem tentar mudar tudo de uma vez. Criar rotinas mínimas — arrumar a cama, separar a roupa do dia seguinte, manter um caderno único de tarefas. Parecia básico, mas funcionou porque ela parou de lutar contra a bagunça e começou a construir sistemas simples.