Como pedir ferramentas para estresse na terapia?

Luísa

Ela achava que estresse era normal. Todo mundo tem. Então não levava o assunto pra terapia. Mas o corpo dela dava sinais: dor nas costas, bruxismo, insônia, queda de cabelo. O Carlos perguntou como ela estava lidando com o estresse e ela respondeu: "Normal, como todo mundo." Ele inclinou a cabeça: "Se todo mundo está assim, talvez todo mundo precise de ajuda."

Na sessão seguinte, ela chegou com uma lista: "Carlos, me ensina ferramentas pra lidar com estresse." Ele foi direto ao ponto. Mostrou a diferença entre estresse agudo e crônico, ensinou a escala de percepção de estresse, e deu um protocolo de micro-pausas ao longo do dia — cinco minutos a cada duas horas pra resetar o sistema nervoso.

Implementar foi difícil. A mente dela resistia: "não tenho tempo pra pausa." Mas com o tempo, percebeu que o estresse não diminuiu porque o trabalho diminuiu — diminuiu porque ela parou de reagir e começou a responder. As ferramentas viraram um escudo entre o gatilho e a reação.