Luísa vivia tensa. Ombro travado, mandíbula apertada, respiração curta. Sabia que precisava relaxar, mas não sabia como. Achava que técnicas de relaxamento eram coisas óbvias que todo mundo sabia — que pedir pro Carlos ensinar seria admitir uma incompetência básica. Então ela ficava na dela, tentando respirar fundo por conta própria e falhando.
Numa sessão particularmente tensa, o Carlos disse: "Sua respiração está muito superficial agora. Quer que eu te ensine uma técnica?" Ela aceitou na hora. Ele ensinou a respiração diafragmática — quatro segundos inspirando, quatro segurando, quatro soltando. Ela saiu da sessão praticando. No dia seguinte, quando a ansiedade bateu, usou a técnica e funcionou.
Depois disso, passou a pedir abertamente: "Carlos, você pode me ensinar mais técnicas de relaxamento?" E ele ensinou relaxamento muscular progressivo, visualização guiada, ancoragem. Cada uma funcionava pra um contexto diferente. Mas elas só entraram no repertório dela porque ela pediu — ou porque ela aceitou quando ele ofereceu.