Beto colocou o celular no bolso de trás da calça, sentou e ouviu um estalo seco. Quando tirou, a tela estava toda trincada — linhas coloridas atravessavam a tela, o toque não funcionava direito e metade da tela estava preta. — Meu celular! — gritou. — Acabou de sair da loja!
— Calma — disse Pedro. — A tela quebrou, mas o celular ainda funciona. Dá para conectar num computador e tirar os dados. E dá para trocar a tela. Beto respirou fundo. Pesquisou: trocar a tela num service autorizado custava 450 reais e levava três dias. Numa assistência de bairro, 280 reais e duas horas.
— Vai na autorizada — aconselhou Clarinha. — Peça original, porque tela genérica pode não ter a mesma qualidade de cor, o toque pode ficar menos sensível e a proteção contra gordura pode ser pior. Beto foi na autorizada. Pagou 450 reais. Em três dias, o celular voltou novinho, como se nada tivesse acontecido.
— Usa película e capa — disse Pedro. — Uma capa boa e uma película de vidro temperado (20 reais) absorvem o impacto e protegem a tela. Não é garantia, mas reduz muito o risco. Beto comprou uma capa reforçada. E nunca mais colocou o celular no bolso de trás.