Usar Wi-Fi público é perigoso?

Pedro

Pedro estava num café, tomando um cappuccino e usando o Wi-Fi gratuito do estabelecimento para pagar uma conta. Conectou na rede "Café do Centro - Wi-Fi", abriu o app do banco, digitou a senha e fez a transferência. Semana seguinte, viu uma compra indevida de 200 reais no cartão de crédito.

— Foi o Wi-Fi público — disse Beto. — Redes abertas são um prato cheio para hackers. Eles podem criar uma rede falsa com o mesmo nome e interceptar tudo que você faz — inclusive senhas de banco. Pedro não sabia que corria esse risco.

— Como evitar? — perguntou Pedro. Beto listou as regras: primeiro, nunca fazer operações bancárias ou compras em Wi-Fi público. Se precisar, usa os dados móveis do celular (4G/5G), que são mais seguros. Segundo, se não tiver dados móveis, usa uma VPN.

— VPN? — Pedro nunca tinha ouvido. — VPN (Virtual Private Network) cria um túnel criptografado entre seu celular e a internet. Mesmo em Wi-Fi público, ninguém consegue ver o que você está fazendo. É como um espião que transforma seus dados em código. Beto recomendou o ProtonVPN (gratuito) ou NordVPN (pago). Pedro instalou o ProtonVPN no celular e no notebook.

— Terceiro: desliga o compartilhamento de arquivos e a descoberta de rede quando estiver em Wi-Fi público. No Windows, Configurações > Rede e Internet > Wi-Fi > clicar na rede > "Rede pública". Isso impede que outros dispositivos vejam seu computador. Pedro mudou a configuração. Aprendeu que Wi-Fi grátis pode sair caro se não for usado com segurança.