Como planejar o legado digital (senhas, contas, redes sociais)?

Seu Antônio

Seu Antônio estava organizando os documentos da família quando pensou: se eu morrer amanhã, como minha família vai acessar minhas contas? O e-mail, as redes sociais, o banco digital, a assinatura de streaming, as fotos na nuvem. Tudo trancado com senhas que só ele sabia.

— Isso é o legado digital — disse Pedro. — Sua existência digital. É importante deixar instruções para sua família. Seu Antônio nunca tinha pensado nisso. Pedro explicou: primeiro, fazer uma lista de todas as contas importantes: e-mail, banco, redes sociais, assinaturas (Netflix, Spotify), nuvem (Google Drive, iCloud), sites de compra.

Segundo: decidir o que fazer com cada conta. Redes sociais podem ser memorializadas (Facebook permite transformar perfil em memorial) ou excluídas. Assinaturas devem ser canceladas para não continuar cobrando. Fotos e arquivos devem ser transferidos para a família.

Seu Antônio criou um documento físico (papel, guardado no cofre) com a lista de todas as contas, os e-mails vinculados e a localização das senhas (no gerenciador de senhas que ele passou a usar). Também escreveu a senha-mestre do gerenciador. — Você precisa de uma pessoa de confiança que saiba onde está esse documento — disse Pedro.

— Mas e se eu não quiser que ninguém veja minhas senhas enquanto estou vivo? — perguntou Seu Antônio. — Use um serviço de legado digital, como o Google "Gerente de conta inativa". Você define um período de inatividade (3, 6, 12 meses) e quem será notificado. Se você não acessar, o Google envia os dados para as pessoas escolhidas. Seu Antônio configurou e sentiu um peso saindo dos ombros.