Vale a pena comprar um celular reformado?

Beto

Beto estava de olho num celular novo, mas o preço era 3.500 reais. Achou o mesmo modelo "reformado" por 1.800 reais num site de vendas. A economia era tentadora. — Reformado é confiável? — perguntou.

— Depende — disse Pedro. — Existem dois tipos: o "recondicionado certificado" (pela própria fabricante ou por empresas autorizadas) e o "usado que limparam" (qualquer lojinha). O certificado passa por testes rigorosos, troca de bateria, troca de tela se necessário, e vem com garantia. O outro é sorte.

— Como saber a diferença? — perguntou Beto. — A certificação: produtos reformados pela Samsung, Apple ou empresas como a Trocafone e KaBuM têm selo de garantia de 3 a 12 meses. O anúncio deve dizer explicitamente "reforma certificada" e informar o grau de desgaste: "A" (como novo), "B" (pequenos sinais de uso), "C" (desgaste visível).

Beto pesquisou e encontrou o celular no site da fabricante, reformado certificado, grau A, com 12 meses de garantia. Pagou 1.800 reais. Quando chegou, parecia novo — sem um arranhão, tela impecável, bateria com 98% da capacidade original. — Economizei 1.700 reais — comemorou.

— Mas tem risco — alertou Pedro. — Reformado não é a prova de bala. Pode vir com defeito oculto. Por isso garantia é essencial. E nunca compra reformado de vendedor desconhecido em marketplace. Se o preço for bom demais para ser verdade, provavelmente é golpe ou o aparelho tem problema sério. Beto confirmou que economizar é bom, mas com segurança.