Qual o jeito certo de usar aplicativo de saúde?

Luísa

Baixou um aplicativo de monitoramento de saúde que prometia analisar o sono, passos, calorias e frequência cardíaca. Na empolgação, preencheu todos os dados: idade, peso, altura, histórico médico, medicamentos que tomava, até endereço. O aplicativo pedia acesso à localização 24 horas, à câmera, ao microfone e aos contatos. Autorizou tudo. Dias depois, começou a receber e-mails de spam muito específicos sobre "suplementos para seu perfil" e "planos de saúde para sua idade". Os dados dela estavam sendo vendidos.

Ficou assustada e foi pesquisar. Aprendeu que aplicativo de saúde lida com dados sensíveis, protegidos pela LGPD. O jeito certo é: (1) verificar a política de privacidade antes de usar — se o app compartilha dados com terceiros, não use; (2) autorizar apenas as permissões estritamente necessárias — passos não precisa de microfone, monitoramento de batimentos não precisa de contatos; (3) não preencher dados reais de identificação se o app não for de uma instituição de saúde confiável; (4) preferir apps integrados a sistemas de saúde conhecidos, como SUS, planos de saúde ou fabricantes de dispositivos como Apple e Samsung.

Hoje usa só o app de saúde que veio com o smartwatch dela, que não compartilha dados com terceiros. Aprendeu que saúde digital também exige cuidado — um app que parece gratuito pode estar lucrando com suas informações mais íntimas. E que ler a política de privacidade, por mais chato que seja, é o mínimo de proteção que se deve ter.