Depois de perder acesso às contas quando trocou de celular, jurou que nunca mais ia deixar de guardar os códigos de backup. Quando configurou o autenticador de novo em cada serviço, tirou print da tela dos códigos e mandou para o próprio e-mail. "Pronto, agora está seguro", pensou. Meses depois, o e-mail dela foi invadido. O hacker teve acesso a tudo — inclusive aos prints com os códigos de backup. Ele trocou as senhas de todas as contas e trancou ela para fora de tudo.
Foi um pesadelo. Aprendeu que guardar códigos de backup em e-mail ou nuvem é o mesmo que não guardar nada — se invadirem sua conta principal, tudo está perdido. O jeito certo de imprimir códigos de backup é: (1) papel físico, guardado em local seguro (cofre, gaveta trancada, ou com uma pessoa de confiança); (2) se quiser digital, usar um gerenciador de senhas como o Bitwarden ou 1Password, que armazena de forma criptografada; (3) nunca, jamais, tirar print e mandar para o próprio e-mail ou deixar na galeria do celular.
Hoje tem uma folha plastificada dentro de um envelope lacrado no cofre de casa, com todos os códigos de backup e senhas mestras. Aprendeu que cópia de segurança precisa ser tão segura quanto o original — senão não é cópia, é vazamento. E que a conveniência de salvar no e-mail é a porta de entrada para o desastre.