Teve uma ideia de aplicativo e resolveu contratar um desenvolvedor. Entrou num fórum online, achou um rapaz que cobrava R$ 2.000 para fazer "um aplicativo igual ao Uber". Disse "quero um app de entregas, igual ao iFood, mas só para minha cidade". Ele disse "faço sim, R$ 3.000, pronto em um mês". Pagou metade adiantado. Três meses depois, ele entregou um aplicativo que não funcionava, abria e fechava na hora, e quando pediu reembolso ele sumiu. Perdeu R$ 1.500 e a confiança em programadores.
Descobriu que pedir orçamento de aplicativo sem especificação técnica é cilada. O jeito certo: primeiro, fazer um documento de requisitos — escrever exatamente o que o app precisa fazer, tela por tela. Segundo, pesquisar o valor médio de mercado: um app simples custa de R$ 15 mil a R$ 50 mil, não R$ 3 mil. Terceiro, pedir orçamento para pelo menos três empresas ou profissionais diferentes, com proposta por escrito detalhando prazo, entregas, tecnologia usada e garantia. Quarto, nunca pagar mais de 30% adiantado.
Hoje sabe que "app igual ao iFood por R$ 3.000" é bandeira vermelha. Aplicativo profissional exige designer, desenvolvedor backend, frontend, testador e infraestrutura de nuvem. O barato sai caro — no caso dela, saiu R$ 1.500 perdido e zero app funcionando. Aprendeu que orçamento muito abaixo do mercado não é oportunidade, é golpe.