Sempre achou que antivírus era coisa de quem clica em link estranho. "Eu sou cuidadoso", pensava. Um dia, baixou um crack de Photoshop num site suspeito porque não queria pagar a assinatura. O instalador veio com um "amigo" oculto. Na semana seguinte, o computador dele começou a exibir anúncios no meio do Word, o navegador redirecionava para páginas de cassino, e pior: alguém entrou na conta do Facebook e postou propaganda de empréstimo consignado na linha do tempo. Passou vergonha com todo mundo.
Teve que formatar o computador, trocar todas as senhas e ativar verificação em duas etapas. O técnico que atendeu deu uma aula: proteger computador não é só não clicar em links. É usar bloqueador de anúncios no navegador (uBlock Origin), manter o Windows e os programas atualizados, nunca baixar software de site pirata, ativar o Windows Defender (que já vem no sistema e é excelente), e escanear pendrive antes de abrir. E, acima de tudo, usar uma conta de usuário limitada no dia a dia, não a de administrador.
Hoje o computador dele está limpo há mais de dois anos. Aprendeu que a primeira camada de proteção não é o antivírus — é o comportamento. E que economizar R$ 50 num Photoshop pirata custou R$ 200 de formatação e um fim de semana perdido. Segurança digital é hábito, não software.