O PlayStation 5 dela começou a fazer um barulho estranho no leitor de disco. Levou na primeira assistência que apareceu no Google, perto de casa. Um rapaz atendeu, disse "console é tranquilo de consertar", abriu na frente dela e começou a mexer no leitor com uma chave Phillips comum. Ela ficou assistindo, sem saber se aquilo era normal. Ele trocou uma peça genérica, cobrou R$ 400 e disse "pronto, pode levar". Uma semana depois, o leitor voltou a fazer barulho e, pior, agora não reconhecia Blu-rays.
Descobriu que assistência de console exige cuidados específicos. O certo é: (1) procurar assistência autorizada da fabricante — Sony, Microsoft e Nintendo têm listas de prestadores credenciados no site oficial; (2) verificar se o console ainda está na garantia (1 ano no Brasil por lei, mesmo que tenha comprado usado se o tempo não expirou); (3) pedir orçamento por escrito antes de autorizar; (4) exigir peças originais, não genéricas; (5) pedir garantia do serviço por pelo menos 90 dias.
Teve que pagar mais R$ 200 na assistência autorizada para desfazer o serviço malfeito. Aprendeu que console de videogame não é computador comum — tem peças específicas e técnicas proprietárias. Levar na assistência errada é pagar duas vezes pelo mesmo conserto. Hoje só leva em lugar credenciado, mesmo que seja mais longe de casa.