O computador de mesa dele estava esquentando demais. Abriu o gabinete e viu uma camada de poeira que parecia um tapete. Achou que dava para limpar com aspirador de pó, mas um amigo falou "melhor levar num técnico, é barato". Levou numa assistência, pediu "faz uma limpeza aí". O técnico cobrou R$ 150, passou um pincel seco, soprou ar comprimido por cinco minutos, fechou o gabinete e cobrou. O computador continuou esquentando.
Voltou reclamando e aí o técnico explicou que "limpeza interna" para ele era soprar a poeira visível. O que ele precisava era uma limpeza profunda com remoção dos componentes: tirar a placa de vídeo, limpar o dissipador do processador, trocar a pasta térmica, limpar os filtros. Isso é um serviço diferente. Aprendeu que "limpeza" é um termo genérico e que precisa especificar: (1) quero a limpeza completa com remoção de componentes? (2) vai incluir troca de pasta térmica? (3) vão limpar a fonte também?
Hoje, quando pede limpeza, diz exatamente: "Quero desmontar tudo, limpar cada componente com álcool isopropílico e ar comprimido, trocar a pasta térmica do processador e da placa de vídeo, e limpar os filtros." Aprendeu que serviço técnico precisa de escopo definido, senão o técnico faz o mínimo e cobra o máximo. O combinado antes não sai caro.