|O desktop dela começou a reiniciar sozinho, especialmente em dias quentes. Um colega de trabalho disse "é poeira, abre e limpa". Ela pegou um pano úmido, um cotonete e foi para dentro do gabinete. Passou o pano na placa-mãe, nos pentes de memória, em tudo. O computador até ligou depois, mas começou a dar tela azul e, em duas semanas, queimou a fonte. O técnico disse que o pano úmido causou curto-circuito e o cotonete soltou fiapos que grilaram os contatos da placa de vídeo.
|O prejuízo foi grande, mas ela aprendeu a maneira certa. Para limpeza interna, o material correto é ar comprimido em lata (ou compressor com filtro de água) e pincel antiestático. O processo: desligar tudo, abrir o gabinete, segurar as hélices das ventoinhas com um palito e soprar ar comprimido em jatos curtos nos dissipadores, filtros e cantos. O pincel antiestático serve para soltar poeira incrustada antes de soprar. Álcool isopropílico só em contatos metálicos e com cotonete próprio, nunca em componentes soldados.
|Ela faz a faxina interna a cada quatro meses agora. O computador respira gelado e não desliga mais. Ela entendeu que limpeza de eletrônico sensível não se faz com produtos domésticos — a gente paga caro pela economia de querer usar o que já tem em casa.