Pedro tinha um post-it amarelo colado na borda do monitor. Nele estavam escritas: "Facebook: pedro123", "E-mail: pedro123", "Banco: pedro1234", "Netflix: pedro123". Era a mesma senha para tudo, com pequenas variações. — Isso é um perigo — disse Carlos. — Se alguém descobre essa senha, tem acesso a tudo.
— Mas como vou lembrar de senhas diferentes? — reclamou Pedro. — São dezenas de serviços! Carlos apresentou o gerenciador de senhas. — É um app que guarda todas as suas senhas num cofre digital protegido por uma única senha-mestre. Você só precisa lembrar dessa.
Carlos instalou o Bitwarden no celular e no computador de Pedro. Mostrou como funciona: o app gera senhas fortes automaticamente (tipo "Hg8#kL2$mN9@pQ5!") e preenche os logins nos sites. Pedro testou: entrou no Facebook, o Bitwarden preencheu a senha automaticamente. — Mágica. Mas e se o Bitwarden for hackeado? — perguntou Pedro.
— Os gerenciadores sérios usam criptografia de ponta a ponta. Nem o Bitwarden sabe suas senhas — só você, porque só você tem a senha-mestre. Mas a senha-mestre tem que ser forte e você não pode esquecer. Pedro anotou a senha-mestre num papel guardado no cofre (físico, não digital). Depois passou uma tarde trocando todas as senhas antigas por senhas geradas pelo Bitwarden.
— Agora você tem uma senha diferente e forte para cada serviço — disse Carlos. — Se um vazar, os outros estão seguros. Pedro nunca mais usou post-it.