Carlos precisava resolver um monte de documentos para um financiamento imobiliário e ficou sobrecarregado. Resolveu contratar um despachante que um amigo indicou, sem pesquisar. Pagou R$ 1.500 adiantado e o cara simplesmente sumiu por 3 semanas. Quando apareceu, os documentos estavam todos errados. Perdeu dinheiro e prazo. Um corretor de imóveis ensinou ele: despachante não é milagreiro, é um profissional que agiliza processos porque conhece os trâmites. Mas a pessoa precisa contratar com critério: verificar se ele tem registro no órgão competente (CRC para contador, registro no cartório para despachante documental), pedir referências de outros clientes, fazer um contrato por escrito com prazos e valores. O jeito certo é: pesquise o despachante no site do conselho da categoria, peça orçamento por escrito, desconfie de valores muito baixos ou muito altos e nunca pague tudo adiantado — negocie pagamento por etapa. Depois desse prejuízo, ele aprendeu a contratar com contrato e referências. Hoje, para resolver documentos, primeiro tenta fazer sozinho — muitos processos são mais simples do que parecem. Despachante é para o que é complexo, não para o que é trabalhoso.