Como comunicar alergias a medicamentos?

Luísa

Ela é alérgica a dipirona — o braço dela incha inteiro. Mas numa consulta de emergência, na correria, o médico perguntou "tem alergia a algum remédio?" e ela respondeu "não" automaticamente, porque estava com febre e mal conseguia pensar. Ele receitou dipirona. Ela tomou e foi parar no pronto-socorro com urticária generalizada.

O erro foi dela: em situação de stress, a gente esquece. Desde esse episódio, ela criou um sistema infalível. Primeiro: anotou todas as suas alergias (dipirona, iodo, esparadrapo) num cartão que fica na carteira, junto com o número do plano de saúde. Segundo: configurou no celular um alerta médico de emergência que aparece na tela de bloqueio com as alergias.

Toda consulta, antes mesmo de o médico perguntar, ela fala: "Só avisando, tenho alergia a dipirona e iodo." E anota na ficha de triagem. A comunicação de alergia tem que ser ativa, não reativa. Não espere o médico perguntar — fale antes. E se for internar, use pulseira de alerta. Alergia a medicamento não é frescura — é informação vital que pode salvar sua vida.