Como falar sobre historico familiar de doencas?

Carlos

Na primeira consulta com um clínico, o médico perguntou: "Tem histórico de câncer na família?" Ele respondeu: "Acho que não." Só que a avó materna dele morreu de câncer de útero, o avô paterno teve diabetes, e o pai dele tem pressão alta. Ele simplesmente nunca parou para organizar essa informação. Não sabia nem a causa da morte de metade dos parentes.

O médico fez cara de preocupação — não pelo histórico, mas pela falta de informação dele. Histórico familiar é um dos dados mais importantes para prevenção. Se ele soubesse que a avó teve câncer de mama aos 45, por exemplo, o rastreio começaria mais cedo. Se o pai tem diabetes tipo 2, precisa monitorar glicemia com mais atenção.

Ele aprendeu a fazer uma árvore genealógica de saúde. Num caderno, anotou: pais, avós, irmãos, tios. Para cada um: idade atual (ou idade e causa da morte), doenças crônicas, cânceres, doenças cardíacas, diabetes, pressão, problemas de saúde mental. Leva essa lista em todas as consultas. Médico precisa dessa informação para personalizar a prevenção. E a responsabilidade de ter esse dado é dele.