Ela pediu os exames de rotina, o médico entregou aquela lista com vinte itens, e ela simplesmente foi no laboratório mais perto de casa no sábado de manhã, sem jejum, sem ter lido as instruções. Quando chegou, a atendente perguntou: "A senhora está em jejum?" Ela: "Jejum para quê?" Resultado: teve que voltar no dia seguinte, perdeu a manhã de sábado, e alguns exames específicos precisou reagendar porque exigiam preparo diferente.
Foi uma aula de incompetência básica. Cada exame tem um preparo específico: jejum de 8 a 12 horas, não pode ter feito esforço físico nas últimas 24 horas, alguns exigem suspensão de medicamentos, outros precisam ser colhidos em horário específico. Ela aprendeu a ler cada item da lista quando sai do consultório e perguntar ao médico: "Esse aqui precisa de algum preparo especial?"
Hoje, antes de ir ao laboratório, confirma o preparo no site do laboratório, chega 15 minutos antes para preencher cadastro, leva documento com foto e guia médica. E sempre pergunta se há risco de precisar repetir coleta — evita frustração. Exame laboratorial é ciência, não adivinhação. O resultado correto depende tanto do laboratório quanto do preparo dela.