Como ajudar alguém com pavor de agulhas?

Beto

Beto suava frio só de pensar em agulha. Não era frescura — era pavor.

— Eu sei que você não gosta — Clarinha disse. — Mas precisa tomar a vacina da gripe.

— Toda gripe que eu peguei, não morri.

— Mas pode morrer de pneumonia.

Na sala de vacinação, Beto sentou. A enfermeira percebeu o nervosismo.

— Já tomou vacina antes — ela disse, calma. — Vai ser igual.

— Mas dói.

— Um segundinho.

Clarinha segurou a mão dele. Pediu para ele respirar fundo. Contar até três.

— Um…

— Dois…

— TRÊS — ela disse rápido.

A agulha entrou e saiu. Beto nem percebeu.

— Já foi?

— Já.

— Ué.

— Prevenir é enfrentar o medo. Não tem medalha, mas tem saúde.