O primeiro ataque de pânico de Carlos ele achou que fosse infarto. Foi parar no pronto-socorro, fez eletro, tudo normal. O médico disse: "Foi ansiedade". Ele saiu de lá aliviado, mas confuso. Os ataques continuaram. Ele parava no meio da rua, coração acelerado, suor frio, sensação de que ia morrer. Passou meses evitando sair de casa. Até que um amigo que já teve pânico lhe disse: "Você precisa tratar isso. Não é fraqueza, é química do cérebro". Ele foi num psiquiatra. Chegou e falou: "Doutor, estou tendo ataques de pânico frequentes. Sinto medo de sair de casa, coração dispara, tremedeira, sensação de morte. Isso está destruindo minha vida". O médico explicou que síndrome do pânico tem tratamento com medicação e terapia. Ele passou a tomar um antidepressivo e fazer TCC. Em 2 meses, os ataques reduziram drasticamente. Hoje ele tem controle. Aprendeu que pânico não se resolve com "se acalma" ou "respira fundo". Precisa de ajuda profissional. Psiquiatra para medicação, psicólogo para terapia. E o mais importante: não se cobre. É uma condição médica como outra qualquer.