Depois que Carlos perdeu o irmão, ficou meses achando que dava conta sozinho. Homem não chora, né? Errado. Só piorou. Começou a ter insônia, irritabilidade, baixa produtividade no trabalho. Até que um dia explodiu com a esposa por causa de um prato sujo. Foi o sinal de que ele precisava de ajuda. Mas como pedir? Não sabia. Primeiro, procurou na internet "grupo de apoio luto" e achou um hospital que oferecia acolhimento gratuito. Ligou e falou meio travado: "Perdi meu irmão há 6 meses e não estou conseguindo lidar. Queria saber se vocês têm acompanhamento psicológico ou grupo de apoio". A atendente foi super acolhedora e inscreveu ele num grupo que começava na semana seguinte. No grupo, Carlos conheceu pessoas passando pelo mesmo. Pôde falar, chorar, ouvir. Aprendeu que luto não se supera sozinho. Pedir ajuda não é fraqueza — é inteligência emocional. Se você perdeu alguém e sente que não está conseguindo seguir, procure um psicólogo especializado em luto, um grupo de apoio ou até mesmo uma conversa na UBS. Tem ajuda gratuita e de qualidade. O primeiro passo é o mais difícil: admitir que precisa.