No segundo dia do cruzeiro, Luísa passou mal com enjoo. Foi ao centro médico e o médico perguntou o que ela estava sentindo. Ela explicou. Ele disse "vou te dar um remédio". Ela só aceitou e tomou. Depois descobriu que era Dramin, que lhe deu um sono terrível e ela passou o dia seguinte inteiro dormindo, perdendo os passeios. Ficou frustrada, mas a culpa foi dela — não perguntou nada sobre o remédio. No dia seguinte voltou e perguntou tudo: "Qual o nome do remédio? Quais os efeitos colaterais? Vai me dar sono? Posso tomar depois das refeições? Tem interação com outros medicamentos que já tomo?". O médico respondeu pacientemente e trocou o remédio por uma opção que não dava tanto sono. Ela pôde aproveitar o restante do cruzeiro. Aprendeu que você tem todo direito de perguntar sobre qualquer medicamento que vão te administrar. Não é falta de educação questionar o médico — é cuidado com seu próprio corpo. Em qualquer lugar do mundo, você pode e deve perguntar antes de tomar.