Na primeira viagem internacional de Luísa, ela colocou todos os seus remédios na bagagem de mão sem nenhum cuidado: vários comprimidos soltos, sem receita, sem nada. Na imigração, o agente pediu pra abrir a mochila e viu aquela mistura. Quase a barraram. Teve que explicar um por um, mostrar que não era droga ilícita. Passou um nervoso danado. Depois aprendeu o procedimento correto. Remédios na bagagem de mão precisam estar nas embalagens originais, com bula, acompanhados da receita médica. Se for controlado, a receita tem que ser branca (a azul não vale internacionalmente). E o mais importante: levar uma declaração médica em inglês ou espanhol, dependendo do destino. Na viagem seguinte, organizou tudo: colocou os remédios num necessaire transparente, cada um na cartela original, com a receita traduzida e a declaração do médico. Passou pela imigração numa boa, o agente só olhou e liberou. Ela aprendeu que remedinho não é problema, mas a forma como você leva faz toda a diferença. Organização evita suspeita.